terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Êxodo 37, 38, 39 e 40


Os 4 últimos capítulos vão dar detalhes da construção do tabernáculo .







Tem uma tensão na Bíblia entre a manifestação concreta da adoração e o perigo da idolatria, o tabernáculo manifestava de maneira concreta a presença de Deus no meio do Seu povo e dava algo visível e concreto para o povo adorar a Deus. O problema é que o ser humano é frágil e tende a trocar aquele elemento e adorá-lo invés de Deus.

O tabernáculo apontava uma realidade que se cumpriu em Cristo e entenderemos mais sobre isso no livro de Hebreus.

O livro encerra com a glória do Senhor entrando no tabernáculo, chega ao magnifico apogeu a grandiosa série de acontecimentos que começou com o nascimento de Moisés e seu resgate no rio Nilo, prenunciando como Israel seria libertado do Egito. A partir de agora, os israelitas marcham através do deserto, e ao longo da história, com o Senhor tendo entre eles o seu tabernáculo e levando-os à terra das promessas cumpridas.


APLICAÇÃO: Deus quer habitar conosco! Ele é o Deus que quer habitar na sua vida, você já deu espaço para Ele em sua vida? Pense nisso!

Êxodo 34, 35 e 36


Após Moisés quebrar as tábuas da lei no episódio do bezerro de ouro, Deus o chama para subir ao monte Sinai para refazer as tábuas da lei. O grande erro do povo, deu espaço para uma renovação da aliança e aumentou o relacionamento entre Moisés e Deus, e agora conhecemos o Deus compassivo e misericordioso (v. 6 e 7).

Faço com você uma aliança – renovando a aliança que fizera antes. Não fazer acordo com aqueles que vivem na terra – Israel não deve fazer tratado de paz com nenhum dos povos de Canaã para deixar algum deles viver no país.

O capitulo 34 encerra nos contando que Moisés passou quarenta dias e quarenta noites diante de Deus e quando desceu do monte, seu rosto resplandecia e o povo teve medo, Moisés após falar sobre os Dez Mandamentos, cobriu o rosto com um véu – para que os israelitas não vissem o desvanecer da radiância, mas continuassem honrando a Moisés como o que representava a Deus. 2 Corintios 3:7-18 faz uma reflexão sobre essa ação de Moisés. Moisés só descobria o rosto quando entrava a presença de Deus.

O capitulo 35, nos versos de 1 a 3, vemos que assim como os israelitas tinham sido lembrados da importância da observância do sábado imediatamente após as instruções para a construção do tabernáculo  e para a confecção das vestes sacerdotais, também agora, imediatamente antes do cumprimento daquelas instruções, o povo recebe a mesma aliança.

E nesse capitulo começa a edificação do tabernáculo, temos a lei do sábado, os materiais e os artesãos (capitulo 36). O capitulo 35 e 36 são instruções detalhadas.


APLICAÇÃO: Sempre há esperança! Quando o povo estava no ápice do relacionamento com Deus, eles pecam o pecado mais horroroso, as vezes olhando para a nossa vida, pensamos que fizemos algo que não tem jeito, pensamos que fomos longe demais, Deus nos olha e nos diz: há esperança! Que a nossa oração e os nossos dizeres sejam: Senhor, eu não tenho para onde ir sem a Tua Presença!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Êxodo 32 e 33




O capitulo 32 nos conta a triste história do bezerro de ouro. Moisés estava no monte já há quarenta dias e quarenta noites, o povo já impaciente, juntam os lideres e reclamam por algo para adorar e Arão, sem autoridade perante o povo faz ali um bezerro de ouro – o bezerro era provavelmente semelhante às representações do deus-touro egípcio Ápis e sua manufatura era uma violação flagrante ao segundo mandamento.


Arão edifica um altar diante do bezerro e anunciou uma festa dedicada ao Senhor, misturando o próprio Deus com falsos deuses – parece que Arão reconheceu as consequências idólatras do seu ato e agiu com rapidez para impedir que o povo se desviasse completamente do Senhor.

No verso 6, o povo se assentou para e comer e beber e levantou-se para entregar-se a farra – símbolo pagão evocava práticas religiosas pagãs. Paulo cita essa expressão como um exemplo vívido da tendência de Israel em direção à idolatria. O verbo hebraico traduzido por “entregar-se à farra” muitas vezes tem conotações sexuais. Orgias imorais muitas vezes acompanhavam a adoração pagã na antiguidade.

No verso 7 e  9, Deus se refere ao povo com “seu povo” ou “este povo” e não como “meu povo”, mostrando que Deus estava repudiando o povo por ter violado a aliança divina.

Moisés desce e encontra toda aquela farra e indignado joga as tabuas no chão e elas quebram, testificando assim contra Israel que a nação violara a aliança. Arão não assume a sua responsabilidade e os fiéis ao Senhor, atacaram os infiéis e houve grande arrependimento no acampamento.

Verso 30, propiciação pelo pecado de vocês – fazendo urgente intercessão diante de Deus, no papel do mediador que Deus nomeara entre ele mesmo e Israel. Nenhum sacrifício que Israel ou Moisés pudesse oferecer poderia fazer expiação por este pecado. Moisés, porém, identificou-se de tal maneira com Israel que fez de sua morte a condição para Deus destruir a nação. Jesus Cristo, o grande Mediador, ofereceu a si mesmo na cruz para fazer expiação pelo seu povo. A oferta misericordiosa de Moisés é recusada, porque a pessoa que peca é responsável pelo próprio pecado.

Deus faz um teste com Moisés e ele mostra o quanto ele cresceu nesses anos ao lado do Senhor, que possamos ser mais parecidos com Moisés e menos com o povo de Israel.

O capitulo 33 mostra que o povo vai levantar acampamento, e o Senhor diz a Moisés que não iria com eles – A presença do Senhor, antes assegurada ao seu povo, agora é retirada temporariamente por causa do pecado. O povo não usou enfeite nenhum como sinal de luto.

Essa tenda do encontro que ficava do lado de fora do acampamento – não era o tabernáculo, mas uma estrutura temporária em que o povo podia consultar ao Senhor até ser completado o tabernáculo mais durável.

 O capitulo termina com Moisés suplicando a presença do Senhor, e ele quer conhecer Deus e Deus diz que pode permitir que Ele visse parte dEle, mas a face não e diante dessa situação, Deus em Sua misericórdia e bondade renova a aliança com o povo.



APLICAÇÃO: Altos e baixos fazem parte da nossa relação com a presença de Deus, é exatamente nos momentos mais extraordinários da vida em que nós temos o grande perigo de fazer grandes tolices. Os momentos mais elevados e abençoados da sua vida pode representar o momento mais perigoso, é preciso reconhecer Deus e sermos humildes.

Que a sabedoria desse texto ilumine a sua vida!